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domingo, 29 de abril de 2012


Wa - Ads - Sem 1 - Unidade 1 - Fundamentos da Administração da Informação      1
Visão geral

Apresentação da disciplina:
A disciplina Fundamentos da Administração da Informação na grade curricular do Curso visa sensibilizar, o futuro profissional, para a importância da administração da informação diante do atual cenário de mudanças constantes e velozes trabalhando os conceitos básicos de sistemas, conceitos e aplicações de tecnologia da informação, planejamento estratégico da informação e as atribuições dos profissionais das áreas geradoras e gestoras de sistemas.

Objetivo da Disciplina
  • Fornecer conhecimentos básicos de sistemas de informação, através da fundamentação teórica  que proporcione compreensão e análise dos conceitos e aplicações de tecnologia da informação, sua importância e aplicação nas organizações;
  • Explicar as diversas atribuições dos profissionais das áreas geradoras e gestoras de sistemas  e os principais desafios, dificuldades e possibilidades de sucesso ligado ao planejamento estratégico da informação;
  • Contribuir para o desenvolvimento das habilidades necessárias ao profissional das áreas geradoras e gestoras de sistemas;
  • Descrever o cenário atual da área de tecnologia da informação, promovendo estudo e reflexão frente às novas tendências.
Promover atividades de estudos e acompanhamento para a aplicação dos conhecimentos.


Conteúdo Programático:
1 – CONCEITOS BÁSICOS
 1.1  – Administração
   1.1.1 – Definição
 1.2  – Informação
   1.2.1  – Dados
   1.2.2   – Informação
   1.2.3 – Conhecimento
 1.3 – Comunicação
   1.3.1   – Ferramentas, métodos e processos adequados  para transmitir a informação
2 – SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
 2.1  – Conceito
 2.2  – Processo de transformação de dados em informação
   2.2.1 – Entrada
   2.2.2 – Processamento
   2.2.3 – Saída
   2.2.4 – Feedback
 2.3  – Tipos de Sistemas de Informação
    2.3.1 – Conceito
    2.3.2 – Exemplos de Sistemas de Informação
3 – TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO (TI)
  3.1 – Conceito
  3.2 – Componentes da tecnologia de informação
     3.2.1 – Hardware
     3.2.2 – Software
     3.2 3 – Peopleware
     3.2.4 – Gerenciamento dos dados
     3.2.5 – Redes
4  – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA INFORMAÇÃO
  4.1   Alinhamento estratégico de negócios e tecnologia da informação.
5  – HABILIDADES E CAMPO DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL
  5.1 –  Habilidades
     5.1.1  – Habilidades conceituais
     5.1.2 – Habilidades técnicas
     5.1.3 – Habilidades comportamentais
  5.2 –  Campo de  atuação profissional
     5.2.1 – Funções relacionadas  à área de informática e tecnologia da informação
6  –  CENÁRIO  ATUAL
  6.1 –  As  novas tecnologias  e a mudança na forma das organizações realizar negócios.

Metodologia:
Os conteúdos programáticos ofertados nessa disciplina serão desenvolvidos por meio das Tele-Aulas de forma expositiva e interativa (chat - tira dúvidas em tempo real), Aula Atividade por Chat para aprofundamento e reflexão e Web Aulas que estarão disponíveis no Ambiente Colaborar, compostas de conteúdos de aprofundamento, reflexão e atividades de aplicação dos conteúdos e avaliação. Serão também realizadas atividades de acompanhamento tutorial, participação em Fórum, atividades práticas e estudos independentes (auto estudo) além do Material do Impresso por disciplina.
Avaliação Prevista:
O sistema de avaliação da disciplina compreende em assistir a tele-aula, participação no fórum, produção de texto/trabalho no portfólio, realização de duas avaliações virtuais, uma avaliação presencial embasada em todo o material didático, tele-aula e web aula da disciplina. 
Wa - Ads - Sem 1 - Unidade 1 - Fundamentos da Administração da Informação      2
WEB AULA 1Mas afinal o que é administração?1
Montana e Charnov (2006, p. 2) definem a administração como o “ato de trabalhar com e por intermédio de outras pessoas para realizar os objetivos da organização, bem como de seus membros”.
Ainda encontramos outras palavras que definem o mesmo conceito - Administração. Maximiano (2004) diz que podemos nos deparar com outras terminologias que também definem este processo dinâmico de tomar decisões sobre a utilização de recursos, são elas: Management e Gestão. Mas, basicamente quando nos deparamos com estas palavras estamos falando da mesma coisa.
Caravantes, Panno e Kloeckner (2005, p. 385) dizem que a Administração é o “processo de consecução dos objetivos organizacionais de uma maneira eficiente, eficaz, por meio do planejamento, da organização, da liderança e do controle dos recursos organizacionais”. “Administração é uma palavra antiga, associada a outras que se relacionam com o processo de tomar decisões sobre recursos e objetivos” (MAXIMIANO, 2004, p. 33).
Fonte: Maximiano
Muitas são as habilidades necessárias para atuar em uma atividade gerencial, principalmente no contexto atual, dinâmico e desafiador. Kantz (apud MONTANA; CHARNOV, 2006) classificou as habilidades críticas dos gerentes em três categorias: técnicas (ou operacionais), humanas e conceituais.
Agora vamos conhecer cada uma das habilidades separadamente.


1© Denise Dias de Santana, UNOPAR, 2010.
Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas      
 
Habilidades Técnicas
As habilidades técnicas são aquelas que estão relacionadas com a realização do trabalho, ou seja, relacionada com o conhecimento que se tem acerca do desenvolvimento das atividades, é o como fazer. Este tipo de habilidade é mais utilizado no nível operacional da organização.  
Habilidades humanas
As habilidades humanas são aquelas relacionadas com o lidar com pessoas. Estas habilidades exigem capacidade de comunicação, de liderança, de motivação, ou seja, habilidade de se relacionar com outras pessoas. Estas habilidades são necessárias em qualquer nível organizacional, mas principalmente aos que ocupam cargo de liderança.
Habilidades Conceituais
As habilidades conceituais são aquelas que envolvem a visão da organização como um todo. Para Montana e Charnov (2006, p. 8) é a “habilidade de pensar conceitualmente e solucionar problemas complexos com consequências de prazo mais longo para a empresa”.
Estas habilidades são exigidas principalmente daqueles profissionais que ocupam cargos elevados nas organizações, pois exige destes que tenham capacidade de análise crítica, pensamento analítico e facilidade na compreensão dos problemas e formulação de respostas.
Todos nós sabemos que estamos em época de grandes transformações, houve se muito falar em globalização, competitividade, avanços tecnológicos, inovação, qualidade, capital intelectual, trabalho colaborativo, lucratividade e mais várias outras coisas que fazem com que os gestores se perguntem constantemente.
Como atuar com excelência em meio a tudo isto?
Para responder esta questão, nesta unidade iremos tratar de assuntos que propiciem ao gestor a compreensão do processo de administração, pois independente de suas habilidades e competências do gestor. E é através do Planejamento, da Organização, da Liderança e Controle que as organizações encontram respostas para atingir o sucesso.
Processo Administrativo
A Administração é o processo de consecução dos objetivos organizacionais de uma maneira eficiente, e isto é possível por meio do planejamento, da organização, da liderança e do controle dos recursos organizacionais (CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER, 2005).
Antes de darmos início a cada um dos itens do processo, faz-se necessário esclarecer que um processo é um modo sistêmico de fazer algo.
A seguir, temos uma breve descrição de cada uma das quatro atividades do processo administrativo.
Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas      3
Planejamento
Para as organizações alcançarem tudo o que esperam e almejam é necessário planejar. Somente analisando o presente e pensando no futuro que se pode estabelecer algo mais concreto. As organizações não devem trabalhar com base na imprevisão, pois para atuarem de forma eficiente e eficaz é necessário estabelecer aonde se quer chegar, de que forma, quando e como?
Vemos então que o planejamento não está relacionado somente com o presente, mas principalmente com o futuro, pois as decisões que serão tomadas no processo de planejamento estão voltadas para o futuro.
Para Stoner e Freeman (1994, p. 5) planejar significa que os administradores pensam antecipadamente em seus objetivos e ações, e que seus atos são baseados em algum método, plano ou lógica, e não em palpites.  
A administração não pode ser feita na base do “achômetro”, acho que pode dar certo! Acho que este é o caminho! Acho que vamos conseguir!
Uma dos itens de mais destaque no planejamento é o estabelecimento de objetivos e metas.
Resultante do processo de planejamento surge à necessidade da formulação de um Plano. O Plano é um instrumento que mostra qual foi o propósito estabelecido pelo planejamento, ele permite programar as atividades e ações para realizar os objetivos estabelecidos no planejamento.
Organização  
As organizações são grupos sociais deliberadamente orientados para realização de objetivos, que de forma geral, se traduzem no fornecimento de produtos e serviços (MAXIMIANO, 2004, p. 27). Neste caso, a definição estava relacionada à entidade social, agora mudaremos nosso foco e visualizaremos o conceito de organização de outra forma, veremos a organização como uma função ou atividade de organizar.
Para isto, vamos refletir acerca de duas definições de organização como função ou atividade administrativa.
“Organizar é o processo de arrumar e alocar o trabalho, a autoridade e os recursos entre os membros de uma organização, de modo que eles possam alcançar eficientemente os objetivos da mesma” (STONER; FREEMAN, 1994, p. 6). Para Montana e Charnov (2006, p. 170) é o “processo para desenvolver de modo sistemático de reunir os recursos físicos e humanos essenciais a consecução dos objetivos de uma empresa”.
Direção - Liderança  
Liderança: Processo pelo qual um indivíduo exerce influência sobre outras pessoas e inspira, motiva e dirige suas atividades para ajudar a atingir os objetivos do grupo e da organização (JONES; JORGE, 2008, p. 495).
Líder: Indivíduo que é capaz de exercer influência sobre outras pessoas para ajudar a atingir os objetivos do grupo da organização (JONES; JORGE, 2008, p. 495).
Para fazer as coisas acontecerem nas organizações não basta somente planejar ou estabelecer objetivo e metas, é necessário o envolvimento das pessoas, afinal, as organizações são compostas por pessoas e estas têm um papel importante no desempenho.
A direção então tem seu foco voltado para a ação, pois as coisas precisam acontecer, e para que as coisas aconteçam é necessário dinamizar a empresa.
A função básica da Liderança é esclarecer os objetivos que a empresa pretende realizar e auxiliar as pessoas a executá-los.
Liderar significa dirigir, influenciar e motivar os empregados a realizar tarefas essenciais (STONER; FREEMAN, 1994, p. 7).
Sugestão
Acesse o site:http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=15&texto=1614
E faça o teste de potencial de Liderança.
Controle
A palavra controle pode ter vários significados, alguns mais comuns são: controle com uma função restritiva e coercitiva (que tem sentido de limitar e coibir determinados tipos de comportamentos), controle como um sistema automático de regulamentação (que tem sentido de manter automaticamente o fluxo de funcionamento de um sistema), e o controle como função administrativa (que tem como sentido medir e corrigir desvios que foram estabelecidos pelo planejamento).
É sobre este último tipo de controle que iremos nos atentar, o controle como função administrativa.
Controle: É o processo de monitoração das atividades para garantir que sejam realizadas conforme planejado e corrigidos de quaisquer desvios significantes (ROBBINS, 2003, p. 141).
Controle: Processo pelo qual os administradores sabem que as atividades efetivas estarão de acordo com as atividades planejadas (OLIVEIRA; PRADO; SILVA, 2005, p. 147).
Desta forma, compreendemos pelas definições que controlar é fazer com que as coisas aconteçam da forma como foram planejadas, e é ai que percebemos a ligação do controle com o planejamento. 
Assista ao vídeo: TGA- Teoria Geral da Administração.

2) Após assistir o filme, para refletir:
a) O profissional que trabalha com administração pode trabalhar em qual área e qual nível hierárquico da organização?
b) Como facilitar o acesso de cada área à informação que ela necessita?
c) Qual o papel do profissional da área de informação, neste contexto?
 
 WEB AULA 2Da Teoria Geral da Administração até a Teoria Dos Sistemas
A Teoria geral da Administração evoluiu até a Teoria dos Sistemas.
Kwasnicka (2006, p.4) comenta  que; “a teoria geral de sistemas surgiu com o trabalho de Ludwig von Bertalanffy, The theory of open systems in Phisics and Biology, 1951, o qual iniciou um  movimento unificado para uma ciência unificada.”
Segundo Kwasnicka (2006, p.45) “podemos classificar e introduzir a noção de que pequenos sistemas existem dentro de grandes, dependendo de qual sistema está sendo focalizado, podendo-se definir sistemas e subsistemas”.
E, ainda, Kwasnicka (2006, p.45), “a empresa pode ser conceituada, como um conglomerado de organismos separados, porém interdependentes que influenciam e são influenciados pelo ambiente e estão em constante busca de maior equilíbrio, que é o que mantém a sobrevivência e a eficácia da organização”.
Dentro dessa ótica uma organização é um sistema social aberto composto de pessoas que mantém uma interação dinâmica com os ambientes interno e externo: clientes internos e externos, concorrência, fornecedores, governo, comunidades, etc. Também é um sistema integrado por diversos subsistemas inter-relacionados que operam em harmonia buscando o alcance de objetivos, tanto organizacionais como de seus integrantes.
Nenhuma organização vive sozinha e autônoma, foi o que propôs a teoria geral dos sistemas. Toda organização vive e opera no meio de um ambiente. 
A abordagem sistêmica propôs uma nova visualização para as organizações.
Para conseguir visualizar a organização como um sistema, precisamos de antemão entender o que é um sistema.
Vejamos algumas definições de sistemas:
Sistemas é a conjunção de todos os elementos que compõem uma unidade de valor individual. Outra definição de sistema é a de um conjunto de elementos, interagentes e interdependentes, cada qual com sua função especifica, que trabalham em sintonia para atingir determinado objetivo comum (RIBEIRO, 2004, p. 110).
Sistema é um todo complexo ou organizado; é um conjunto de partes ou elementos que formam um todo unitário ou complexo. Um conjunto de partes que interagem e funcionam como todo é um sistema (MAXIMIANO, 2004, p. 64).
Para simplificar podemos usar um exemplo.
Pense em uma fábrica de automóveis, você consegue ver todas as peças isoladas sem nenhuma relação entre si, são apenas os componentes isolados, mas una-os por meio de esforço humano e de um projeto que você monta um carro.
Pense nas mercadorias que estão dentro de um deposito de materiais de construção. Apenas componentes isolados, também sem nenhuma relação entre si. Junte-os por meio de um projeto e de esforço humano e pronto, você constrói uma casa, um sistema de habitação, uma nova entidade. Você nem precisa construir a casa de fato: basta construí-la em sua imaginação e – pronto – você enxergara os materiais dentro de um enquadramento sistêmico.
Maximiano (2004, p. 64) dá um exemplo que facilita a compreensão:
Analisando estes elementos podemos compreender que as organizações são sistemas abertos. Bateman e Snell (2007) dizem que as organizações como sistema abertos são dependentes de inputs do mundo externo como matérias-primas, recursos humanos e capital.
Compreendendo, então, o sistema, cabe salientar que teoria sistêmica, na visão de Bertalanffy permite relacionar a organização com o ambiente externo, assim, a empresa forma como o meio externo um sistema que influencia e sofre influencias (RIBEIRO, 2004).
Pensar na organização como um sistema, é entender que ela é composta de elementos que interagem, e uma modificação em uma dos elementos acabam influenciando e ate alterando o desempenho dos outros elementos.
Evolução Tecnológica
A evolução tecnológica foi uma consequência da necessidade de suprir as limitações humanas.
O processamento da informação levou ao surgimento do computador eletrônico, o qual deu início à era da informática, a partir de 1945. Com a mecanização as tarefas que cabiam no cérebro humano passaram para a máquina.  As máquinas automáticas realizam uma sequência de operações podendo ainda corrigir erros.
A automação aumenta a produtividade humana, e desloca as pessoas para tarefas mais importantes como, usar a criatividade e tomar decisões sem se preocupar com tarefas repetitivas.
Essa evolução tecnológica causou uma revolução e chegamos a chamada “Era da Informação” onde,  o principal ativo de uma organização é a informação.
A globalização da economia, também influenciou o uso das novas tecnologias nas organizações e, consequentemente, causou a necessidade de se obter mais informações, voltadas para o aspecto gerencial, pois, as barreiras comerciais estão em extinção, e o local, mistura-se ao regional, ao nacional e ao internacional.
A tecnologia da informação, como ferramenta estratégica, se acentua ainda mais a cada dia, tornando-se uma alavanca de inovação e gerenciamento para as empresas, em um mercado de trabalho, onde, a concorrência acirrada entre empresas, tornou a tecnologia, o grande diferencial competitivo para sobreviver a este ambiente dinâmico.
Tecnologias de Informação (TI)
A TI (Tecnologia da Informação) oferece recursos tecnológicos para tratar dados e/ou informações. E, os sistemas de informação desenvolvidos com base nessa tecnologia coletam, manipulam e disseminam as informações geradas em uma organização potencializando sua capacidade no mercado competitivo. Os componentes da TI são: Hardware, software, dados, redes e Telecomunicações.
Batista (2006, p.59), define:
“Tecnologia da informação é todo e qualquer dispositivo que tenha a capacidade de tratar dados e/ou informações tanto de forma sistêmica como esporádica, independentemente da maneira como é aplicada”
Hardware
É sabido que um computador é um equipamento eletrônico que possui grande capacidade de manipular grandes quantidades de informações com uma velocidade extremamente rápida.
O computador pode ser definido como o conjunto de componentes e acessórios eletrônicos que tem como função principal receber dados de entrada, executar os processamentos requeridos de acordo com a necessidade do usuário e apresentar as informações de saída no formato desejado.
Software
Para Laudon e Laudon (2001, p.128):
[...] software são as instruções detalhadas que controlam a operação de um sistema de computador. Sem o software, o hardware de computador não poderia executar as tarefas que associamos a eles.
O computador necessita do software para executar as tarefas. Segundo Boghi e Shitsuka (2005, p.107) “software é o combustível do computador, é a parte lógica, é o conjunto de instruções cuja finalidade é a realização de tarefas pelo computador”.
Gerenciamento de  dados
O sucesso de uma organização depende da sua capacidade de processar e distribuir seus dados.  Por isso, deve-se definir corretamente o banco de dados de uma organização, pois ele tem  um impacto direto sobre todo o sistema de informação.
Os sistemas de informação organizam os dados segundo a hierarquia de banco de dados como caracteres, campos, registros etc.
Hierarquia de Bancos de Dados:
Caracter: O caracter é o elemento lógico mais simples dos dados, possível de ser observado e manipulado. Consiste em um único símbolo alfanumérico.
Campo: Consiste em um conjunto de caracteres agrupados que podem representar um atributo de uma entidade.
Registro: Consiste em um conjunto de campos agrupados. Um registro representa uma coleção de atributos que descrevem uma entidade.
Arquivo: É um conjunto de registros afins agrupados. Um arquivo contém registros de todas as operações em um determinado período de tempo.
Banco de dados: é um agrupamento lógico de arquivos relacionados.
Dessa forma podemos observar que o banco de dados de uma organização tem grande valor e importância para uma empresa. Pois, todos os dados que são transformados em informação estão lá armazenados.
Ao administrador cabe a tarefa de assegurar que estes dados sejam bem cuidados.
Redes e Telecomunicações
Para Stair e Reynolds (2006, p.202):
[...] as telecomunicações referem-se à transmissão eletrônica de sinais para comunicação e incluem meios como o telefone, rádio e televisão. Têm o poder de criar profundas mudanças nas empresas, graças a sua capacidade de reduzir barreiras e distâncias.
Stair e Reynolds (2006, p.203) ainda dizem que:
[...] redes de computadores são compostas pelos meios de comunicação, dispositivos de hardware e software necessários para a conexão de dois ou mais sistemas computacionais e/ou dispositivos.
Meios de telecomunicação é qualquer entidade capaz de carregar um sinal eletrônico e servir de interface entre dispositivos transmissores e receptores.
Redes de Computadores
É formada por meios de comunicações com o intuito de conectar dois ou mais sistemas de computadores. São fundamentais para as organizações por permitir maior flexibilidade e adaptabilidade às condições empresariais que mudam frequentemente, também por permitir o compartilhamento de hardware, software e de dados na organização e por fim possibilitar que os usuários espalhados pela organização possam utilizar e compartilhar todos os documentos, idéias, opiniões, comentários criativos, etc., dentro da organização.
Como as redes são fundamentais para as organizações, assista o vídeo  a seguir para saber um pouco mais.
Olhar Digital - Internet pela rede elétrica vira realidade
INTERNET
A Internet é a mais bem conhecida e maior rede das redes implementada, a qual liga centenas de milhares de redes em todo o mundo.
Ela possui uma sucessão de recursos que as organizações estão usando para trocar informações ou para trocar informações internamente ou para se comunicar externamente com outras organizações, tornando-se o principal catalisador para o comercio e negócio eletrônico.
Do ponto de vista técnico a Internet é uma conexão de todas as redes do mundo, mas do ponto de vista do usuário, ela representa a possibilidade, quase infinita, de acesso a serviços online.
Para perceber melhor a revolução causada pela Internet perante as telecomunicações, basta comparar a expansão da telefonia e da WEB. Enquanto a telefonia demorou 74 anos para ter 50 milhões de usuários, a WEB levou apenas 4 anos (BATISTA, 2006).
Ninguém é dono da Internet e ela não tem nenhuma organização administrativa formal. Essa falta de centralização foi proposital, para que ficasse menos vulnerável a ataques terroristas em tempos de guerra.
SERVIÇOS VIA INTERNET
Os tipos de serviços oferecidos pela Internet são muitos e estão em constante mutação. A seguir relacionamos alguns:
  • E-mail: torna possível o envio de textos, sons e imagens a outras pessoas.
  • Telnet: permite que um usuário se conecte a outro computador e acesse seus arquivos públicos. Usuários podem conectar-se ao seu computador no escritório mesmo quando estiver fora dele.
  • FTP: permite que um usuário copie um arquivo de um outro computador para o seu computador.
  • Usenet: grupos de discussão on-line voltados a tópicos específicos.
  • Bate-papo: permitem que duas ou mais pessoas conversem on-line via texto em tempo real.
  • Telefonia via Internet: torna possível a comunicação por voz (Voip) entre usuários da Internet ao redor do mundo que possuam equipamentos e software compatível.
  • Videoconferência: fornece comunicação simultânea visual e por voz.
  • Streaming de conteúdo: permite a transferência de arquivos multimídia pela Internet de tal forma que a reprodução do fluxo de bits que entra, contendo voz e imagens, seja mais ou menos contínua.
  • Serviço de mensagens: permite a comunicação instantânea entre duas ou mais pessoas na Internet.
  • Compras via Web: permite a compra de produtos via Internet.
  • Leilões via Web: permitem que pessoas dêem lances sobre produtos e serviços.
  • Música, rádio e vídeo na Internet: permite a reprodução ou transferência de musicas, vídeo e rádio.
  • Escritório na Web: dá acesso a arquivos e informações importantes por meio de um site na Web.
  • Sites 3-D: possibilita a visualização de produtos e imagens sob ângulos diferentes, criando uma ilusão de tridimensionalidade.
  • Serviços e software gratuitos: dão acesso a uma grande variedade de softwares, orientações e informações gratuitas na Internet.
Quanta coisa podemos fazer pela internet. Então, vamos conhecê-la um pouco mais?
Como funciona a Internet e seus equipamentos - Parte 1
INTRANET
Segundo Batista (2006, p.73) “intranet pode ser entendida como uma rede corporativa que engloba todos os padrões da Internet e, consequentemente, todos os serviços que ela oferece”.
As empresas atualmente estão cada vez mais utilizando as intranets, pois a mesma oferecem aos seus funcionários acesso fácil às informações da organização, além de ser um meio eficaz de distribuição de aplicações.
A intranet ajuda às empresas a melhorar sua capacidade de coletar, organizar, e ter acesso imediato a todas as informações, sendo utilizada para:
  • Aumentar o tempo produtivo, usando o compartilhamento de documentos comuns, como manuais de treinamento, modelo de documentos, formulários e políticas internas;
  • reduzir distâncias, tirando proveito de reuniões virtuais, colaboração de documentos e trabalhos em grupos;
  • permitir a transferência de conhecimento pela reutilização de documentos eletrônicos e estratégicos armazenados que foram usados com sucesso;
  • permitir acesso rápido de gerentes e responsáveis pela tomada de decisões aos relatórios necessários e em tempo oportuno.
    EXTRANET
    O’Brien (2004, p.175) define como “conexões de rede que utilizam tecnologias da Internet para interconectar a Intranet de uma empresa com as Intranets de seus clientes, fornecedores, ou parceiros de negócios”.
    O valor das extranets decorre de vários fatores. Primeiramente a tecnologia dos navegadores torna o acesso aos recursos da intranet mais fáceis e mais rápidos para o cliente e para o fornecedor se comparados aos métodos manuais. Outro fator é que a extranet fornece aos seus parceiros de negócios, novos tipos de serviços interativos que operam em rede. E por fim são uma forte alternativa para construir e firmar relações estratégicas com clientes e fornecedores.
    É Imprescindível ao administrador ter conhecimento global sobre as tecnologias, pois isso facilitará saber que ferramentas são ideais para determinadas atividades, que resultados poderá colher com a correta aplicação destas ferramentas e onde encontrar as informações que necessita para tomadas de decisões.
    As Tecnologias da Informação e Comunicação cada vez mais, apóiam as organizações na obtenção de informações, sejam elas internas ou externas, na modernização e integração dos negócios, em suas tomadas de decisão potencializando os processos de armazenamento, tratamento, disseminação e transferência de informações e conhecimentos. Essa tecnologia, aliada a uma forte política de gestão proporciona às empresas um ambiente que favorece seu desenvolvimento.
    O administrador também deve procurar pessoas que saibam utilizar tais tecnologias de forma adequada, que tenham a capacidade de gerar maior valor para empresa, agregando seus conhecimentos aos conhecimentos organizacionais e que estejam dispostas a se comprometer em atingir os objetivos traçados pela empresa.
    Ufa! Chegamos ao final dessa unidade. Vamos descontrair um  pouquinho?   Assista um trecho do seriado The IT Crowd (O pessoal da TI - Tecnologia da Informação).
    RERERÊNCIAS
    BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de informação: o uso consciente detecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006.
    CARAVANTES, Geraldo R.; PANNO, Cláudia C.; KLOECKNER, Mônica C. Administração: teorias e processos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
    CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 7. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Campus. 2003.
    JONES, Gareth R.; GEORGE, Jennifer M. Administração contenporânea. São Paulo: McGraw-Hill, 2008.
    LACOMBE, F.; HEILBORN, G. Administração: princípios e tendências. São Paulo: Saraiva, 2003.
    LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Gerenciamento de sistemas de informação. Rio de Janeiro: LTC, 2001.
    MAXIMIANO, A. C. A. Introdução a administração. 6. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2004.
    MONTANA, Patrick J.; CHARNOV, Bruce H. Administração. 2. ed. Tradução de Cid Knipel Moreira. São Paulo: Saraiva, 2006.
    O’BRIEN, James A. Sistemas de informação e das decisões gerenciais na era da Internet. São Paulo: Saraiva, 2004.
    OLIVEIRA, Jayr Figueiredo; PRADO, Jonas; SILVA, Edison Aurélio. Gestão de negócios. São Paulo: Saraiva, 2005.
    PERINI, Luis Cláudio;  Fundamentos da Informação. Londrina: Unopar, 2008
    ROBBINS, Stephen Paul. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2003.
    STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de sistemas de informação: uma abordagem gerencial. São Paulo: Thomson Learning, 2006.
    STONER, James A. F.; FREEMAN, R. Edward. Administração. 5. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall, 1994.
    WEB AULA 1
    Sistemas de Informação1
    Assista ao vídeo a seguir para saber como evoluíram os sistemas de informação.
    Introdução aos Sistemas de Informação
    Os sistemas de informação podem desempenhar um papel valioso na Gestão do conhecimento, ajudando as empresas a otimizarem seu fluxo de informação e capturarem sua base de conhecimento, ou seja, a forma como o conhecimento é armazenado.
    Os sistemas podem ser classificados segundo diversas dimensões, sendo que a maior das organizações podem ser descritas utilizando o esquema de classificação da Figura 1.
    Figura 1 - Classificações de sistemas e suas características primárias

    Fonte: STAIR; REYNOLDS, 2006, p. 9
    Sistemas de Informação –Conceitos
    Segundo Stair e Reynolds (2006, p.12):
    [...] Sistema de informação é um conjunto de elementos ou componentes inter-relacionados que coletam (entrada), manipulam (processo) e disseminam (saída) dados e informações e oferecem um mecanismo de realimentação para atingir um objetivo.
    O’Brien (2004, p.6) diz que sistema de informação (Figura 02):
    [...] é um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicação e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina informações em uma organização.
    Figura 2 - Recursos do Sistema de Informação

    Fonte: O’BRIEN, 2004, p. 6
    Laudon & Laudon (2001, p. 4) define sistema de informação:
    [...] como um conjunto de componentes inter-relacionados que completa (ou recupera), processa, armazena e distribui informações para dar suporte à tomada de decisão e ao controle da organização.
    Para Turban, Rainer e Potter (2005, p.40), sistema de informação:
    [...] é um processo que coleta, processa, armazena, analisa e dissemina informações para a finalidade específica; a maior parte dos sistemas de informação é computadorizada.
    A Figura 3 abaixo demonstra graficamente o processo no qual todo o sistema de informação realiza em sua execução:
    Figura 3 - Funções de um sistema de informação

    Fonte: LAUDON; LAUDON, 2001, p. 4
    Tipos de sistemas de informação
    Os autores classificam os sistemas de informação de várias formas, ora por operações, ora como sistemas de informações gerenciais, ou de acordo com o tipo de informação processada, isto é, sistema de informação operacional, sistema de informação gerencial e sistema de informação estratégica. Observem os exemplos abaixo:
    Sistema de Informação Operacional (SIO)
    Sistemas empresariais básicos ou sistemas operacionais da organização, tratam das tarefas rotineiras .  Fornecem a base de todo o conhecimento da organização, armazenando  dados do dia-a-dia de todas as operações executadas  dentro da organização.  Também conhecidos como Sistemas de processamento de transações (Transaction Processing Systems) – década de 50: - Executar aplicações comuns; - Automatizar rotinas; Ex.: sistema de Folha de Pagamento; Cheques; Relatórios sobre empregados.
    Sistema de Informação Gerencial (SIG)
    Sistemas de Informações Gerenciais (Management Information Systems) – década de 60, são sistemas que transformam os dados provenientes do sistema de informação operacional, agrupam e apresentam em forma de relatórios, informações atualizadas sobre operações básicas da empresa que auxiliam o processo gerencial dando suporte ao planejamento, controle e organização da empresa em tempo hábil para tomada de decisão. São usados para realimentação do planejamento operacional. Ex: Relatórios gerenciais a diferentes finalidades; -Custos totais com folha de pagamento;
    Sistema de Informação  Estratégica (SIE)
    Visam auxiliar o processo de tomada de decisão da cúpula administrativa, transformam os dados provenientes dos sistemas de informação gerencial agrupando-os para facilitar a tomada de decisão. Geralmente oferecem informações gráficas.
    Sistema de Automação de Escritório (SAE)
    Sistemas de automação de escritório têm como principal finalidade aumentar a produtividade pessoal dos trabalhadores que manipulam informações de escritório, através do uso de pacotes de aplicativos padrões existentes no  mercado como por exemplo o pacote Office da Microsoft.
    Sistema de Suporte à Decisão (SSD) 
    Sistemas de Apoio à Decisão (Decision Support Systems) – décadas de 70/80: - São sistemas avançados que possuem interatividade com as ações do usuário e oferecem modelos para ajudar na resolução de problemas. Como permitem grande flexibilidade, adaptabilidade e capacidade de respostas rápidas auxiliam no apoio à tomada de decisão. Ex: Relatórios com informações que auxiliem, por exemplo, a construção ou não de uma determinada fábrica em uma região; a criação de novas cores de carro.
    Sistema de Suporte Executivo (SSE)
    São sistemas que dão suporte ao desenvolvimento do planejamento estratégico da organização.  Utilizam tecnologia avançada  para elaboração de gráficos e relatórios. Não são projetados para resolver problemas específicos e sim para auxiliar na definição dos objetivos organizacionais que podem mudar a estrutura dos problemas. Também se concentram em fornecer informações, apoio gerencial.
    Sistema de Informação Especialista (SE)
    São sistemas ligados ao campo de inteligência artificial para a definição de cenários no processo de tomada de decisões. Oferecem soluções para problemas específicos num dado domínio ou que consigam aconselhar (dar conselhos), de uma maneira ou num nível comparável ao de especialistas; - Ex.: diagnóstico médico, aconselhamento financeiro e criação de produtos.
    SISTEMAS EMPRESARIAIS
    Diferenciam dos sistemas funcionais, pois envolvem a empresa como um todo e não apenas um único setor. Os sistemas empresariais dão suporte a todos os departamentos de uma empresa, A capacidade de administrar o fluxo de entrada, circulação e saída de materiais, informações e dinheiro da organização é que garante o sucesso de muitas organizações.
    Vamos conhecer alguns tipos de Sistemas Empresariais?
    ERP (Enterprise Resource Planning)
    O ERP (Planejamento dos Recursos Empresariais), também chamado de Sistemas Integrados de Gestão, pode ser definido como arquitetura de software que facilita o fluxo de informação entre todas as funções de uma empresa, como manufatura, logística, finanças e recursos humanos, pois:
    • Realiza a integração dos diversos departamentos de uma empresa;
    • Possibilita a automação e armazenamento de todas as informações de negócios;
    Promove agilidade na obtenção de informações facilitando a administração sob todos os ângulos, maneiras, enfoques e objetivos diferentes de cada empresa: fabricação; logística; finanças e recursos humanos.
    Divide-se em módulos - cada módulo é criado para receber e processar informações de uma área, funcionando independente dos outros módulos. Pode-se instalar um módulo do programa de cada vez ou implantar todos os módulos de uma só vez.
    Uma empresa pode verificar a necessidade de implantação de um ERP, verificando as seguintes situações:
    • A empresa não tem a informação de que necessita na hora certa.
    • Há dificuldade de conseguir uma informação sobre qualquer processo da empresa para tomar uma decisão, por exemplo: quando é solicitado um dado sobre qualquer área da empresa e ele demora para chegar até o solicitante e, quando chega, já está desatualizado.
    • Os departamentos da empresa não se entendem - há falta de comunicação entre os departamentos. Exemplo: O departamento de vendas prometeu para amanhã um produto que não está disponível no estoque, ou o setor de compras encomendou mais papel do que o necessário. A empresa sempre deve estar atenta para a precariedade de comunicação entre as áreas.
    • Quando o ramo de negócio da empresa é manufatura e comércio - empresas que têm produção própria e que trabalham com vendas são candidatas naturais à implantação de um ERP porque sua estrutura envolve vários processos: compra de matéria-prima, controle de estoque, encomendas, pedidos de clientes, entrega de produtos.
    • Todos precisam funcionar como uma orquestra afinada para que o negócio seja o mais eficiente possível.
    • O tamanho da empresa também conta. Em pequenas e médias empresas, esses processos não são tão complexos. Mas, à medida que o número de funcionários cresce, a produção aumenta e os pedidos não param de chegar, o risco de perder o controle sobre o fluxo de informações também é maior.
    Desta forma, o ERP possibilita que a empresa conquiste diferencial competitivo, por ser uma solução (composta de vários módulos integrados) que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promovem maior integração entre as funções de diversas áreas. A figura 4 mostra a estrutura básica do ERP.
    Figura: 4 Estrutura básica do  ERP.
    Customer Relationship Manager – CRM
    Considerado uma estratégia de negócio para selecionar e gerenciar clientes para otimizar o relacionamento a longo prazo.
    Exige uma filosofia de negócio focada no cliente para apoiar processos eficientes de marketing, vendas e serviços.
    É um esforço empresarial para conquistar e fidelizar clientes, trabalha com segmentação, através da diferenciação no tratamento - fidelização.
    O CRM é dado como uma extensão do marketing de relacionamento que se adapta às integrações sistêmicas facilitando o gerenciamento e a interação com o cliente, visando prover negócios, estruturar empresas e regras de negócio em função das necessidades e demandas dos diversos tipos de clientes, buscando ampliar a possibilidade de oferecer itens de maior valor agregado.
    Normalmente o software de CRM trabalha como um módulo do software ERP, pois o mesmo necessita das informações dispostas nos setores da empresa para que possa dar um melhor atendimento aos clientes.
    Tipos de CRM
    • Colaborativo: trabalha com toda a comunicação, coordenação e colaboração entre vendedores e clientes. Pode ser feito por telefone, website, pessoalmente, e-mail etc.
    • Operacional: está relacionado com as funções setoriais típicas, envolvendo o atendimento ao cliente, gerenciamento de pedidos etc., Sua é função manter e controlar o contato direto da empresa com o cliente. Para este tipo de ação existem os software chamados front office (que incluem sistemas de vendas, pós-vendas, marketing etc.).
    • Analítico: envolvem atividades que capturam, armazenam, extraem, processam, interpretam e apresentam dados de clientes para um usuário corporativo, que os analisa como for necessário. É executado com base nos sistemas ERP, com aplicações SSD e SSE. Utilizam software chamados Back Office (incluem o uso de Banco de Dados, Datamining, OLAP, Data Marts, Data Warehouse em conjunto com aplicações de decisão).
    • Business Intelligence, que abrange esses softwares de Back Office.
      WEB AULA 2
      Tendências / Soluções /  Ferramentas
      Business Intelligence
      As soluções de Business Intelligence (BI) (inteligência nos negócios) permitem às empresas encontrarem informações em seus bancos de dados, para tomar decisões importantes; auxilia na obtenção de informações devido às necessidades de se antecipar tendências, no lançamento de produtos, maior conhecimento sobre clientes e alavancar seu potencial competitivo.
      O BI compreende técnicas, métodos e ferramentas que possibilitam à empresa relacionar e analisar dados e com base nestes resultados emitir pareceres que possam dar maior sustentabilidade e confiabilidade nos processos de decisão numa empresa.
      O BI possui uma infra-estrutura tecnológica composta de Data Warehouses, ferramentas OLAP, queries reports, Sistemas de Informações Executivas (EIS), Sistemas de Suporte à Decisão (DSS), Sistemas de Gestão Integrados (ERP) e Datamining (Ferramentas de “mineração”).
      O data warehouse serve a um propósito diferente dos sistemas de OLTP ao permitir que consultas de análise de empreendimento sejam respondidas, ao invés de "simples agregações" tais como 'qual é o saldo atual para este cliente?' Consultas de data warehouses típicas incluem questões tais como 'qual linha de produtos vende mais na América Central e como isto está relacionado com a densidade demográfica?' 
      A figura 6  apresenta um quadro-resumo com as principais características dos diversos tipos de ferramentas que podem ser utilizadas para extrair informações de um ambiente de data warehouse.
      Tipo de 
      Ferramenta

      Questão Básica
      Exemplo de Resposta
      Usuário Típico e suas
      necessidades

      Pesquisa e relatórios
      "O que aconteceu"
      Relat. mensais de vendas,
      histórico do inventário

      Dados históricos,
      habilidade técnica limitada

      OLAP
      "Ö que aconteceu e por quê?"
      Vendas mensais versus
      mudança de preço dos 
      competidores

      Visões estáticas da infor-
      mação para uma visão 
      multidimensional; 
      tecnicamente astuto

      SIE
      "O que eu preciso saber agora?"
      Memorandos, centros de comando
      Informações de alto nível ou resumidas; pode não ser tecnicamente astuto
      Data Mining
      "O que é interessante?"
      "O que pode acontecer? "

      Modelos de previsão
      Tendências e relações obscuras entre os dados;
      tecnicamente astuto

      Escolhendo a ferramenta certa (Fonte: Revista Byte Brasil, Janeiro 1997) Figura:  6
      E-Business
      Segundo Batista (2004), o E-business é o planejamento da imersão da organização na internet, com o propósito de automatizar processos, promovendo a facilidade da comunicação interna e externa, transmissão de dados e facilidade no contato com clientes e fornecedores, bem como treinamento de pessoal e ensino à distância.
      Existem várias modalidades inclusas no E-Business e são classificadas de acordo com atores e tipo de comércio realizado, dentre estas se cita:
      • Business to Business (B2B) - transações entre empresas;
      • Business to Consumer (B2C) - transações entre empresa e consumidor
      • Business to Employee (B2E) - transações entre empresa e empregados;
      • Business to Management (B2M ou E-Government) - transações entre empresa e organizações governamentais.
      Business to Business (B2B)
      O B2B é o facilitador de transações que busca os produtos, bens ou serviços em diversos fornecedores participantes, viabilizando o financiamento da operação e providenciando a melhor logística para que a mercadoria chegue a seu destino. O principal objetivo do portal é minimizar os custos do comprador. Um bom exemplo dessa modalidade seria uma organização que usa uma rede para solicitar produtos a seus fornecedores, receber pedidos de seus vendedores e fazer pagamentos.  Além de integrar todos os participantes da cadeia comercial e disponibilizar informações atualizadas sobre os produtos, a importância do B2B provém da colaboração online, da automação e da integração das operações de negócio.
      Business to Consumer (B2C)
      Essa modalidade equivale em grande parte ao varejo eletrônico e tem tido um grande crescimento com o aparecimento da Web. Existem shopping centers eletrônicos (portais) com uma grande variedade de produtos, desde bolos e vinhos até equipamentos eletrônicos, computadores e carros.
      O B2C muitas vezes são sites que centralizam produtos de diversos fornecedores. Quando um pedido é feito, um banco ou sistema financeiro vinculado ao portal verifica o crédito pelo cartão de crédito ou pelos novos cartões eletrônicos, havendo também a opção de impressão de boleto online. Em caso de crédito positivo ou pagamento do boleto online, o pedido é confirmado e enviado para o fornecedor, que entrega o produto no local definido pelo consumidor.
      O comércio eletrônico B2C permite que a organização diminua a quantidade de intermediários, possibilitando a redução de preços. Além disso, oferece a oportunidade de disponibilizar novos produtos ou serviços e, implicitamente, conquistar novos mercados.
      Os fabricantes podem vender seus produtos e serviços diretamente para clientes varejistas, desviando de intermediários como distribuidores ou lojas varejistas. Eliminar o intermediário no canal de distribuição pode reduzir significativamente os custos da transação de compra. Os operadores de lojas virtuais como a livraria online Amazon.com ou a Submarino não têm gastos com aluguel, pessoal de vendas e outras operações de uma loja tradicional.
      Vendendo diretamente para os consumidores ou reduzindo o número de intermediários, as empresas podem alcançar os maiores lucros ao mesmo tempo em que vendem por preços menores. O afastamento de organizações ou camadas de processos empresariais responsáveis pelos passos intermediários numa cadeia de valor é chamado de desintermediação.
      Em negócios impactados pela Internet, os intermediários terão de ajustar seus serviços para se adequar ao novo modelo de negócio ou criar novos serviços baseados no modelo.
      Esse tipo de comércio permitiu até mesmo a criação de uma nova família de produtos, os "produtos de bits", pois a comercialização de softwares (programas), aplicativos, músicas no formato digital (MP3), apostilas e livros eletrônicos (e-books) é feita por meio de um pagamento com cartão de crédito, boleto ou depósito bancário, em que a pessoa recebe uma senha para acessar a página do produto e efetuar o download.
      Business to Employee (B2E)
      Novo tipo de transação de comércio eletrônico que pode ser considerado uma linha intermediária entre o B2B e B2C. Quando as empresas começaram a construir suas intranets, esses sites internos eram mais utilizados para agilizar a comunicação e a transmissão de instruções administrativas. Agora, à medida que as organizações avançam em seus negócios online, as linhas se confundem entre a comunicação da empresa com seus empregados e suas atividades de comércio eletrônico.
      Business to Management (B2M ou E-Government)
      Modalidade que cobre todas as transações entre empresas e organizações governamentais. Essa categoria é muito recente, mas possui grande possibilidade de expansão rápida devido à perspectiva do governo de usar suas operações para despertar o crescimento do comércio eletrônico. Nesse caso, o fornecedor cadastra seus produtos e preços no portal do governo, que abre licitações eletrônicas e efetua todo o processo de compra no formato eletrônico.
      Cenário Atual
      Para o mundo moderno empresarial, a tecnologia da informação tem o potencial de trazer muitos benefícios. Diante desse cenário, a tecnologia da informação e os sistemas de informação surgem, justamente para auxiliar as empresas em seus processos e procedimentos no sentido de oferecerem suporte a tomada de decisão oferecendo informações precisas e rápidas.
      Pode-se dizer que nos dias de hoje, a informação é um ativo bastante valorizado no mundo dos negócios, e aquela empresa que sabe tratar e utilizar a informação tendo a tecnologia como aliada tem mais chances de estar à frente de seus concorrentes.
      (Selecionei para vocês, dois vídeos que falam um pouco desse cenário. O primeiro apresenta as áreas de atuação do profissional de sistemas de informação e o segundo, fala sobre a carreira. Espero que eles auxiliem na compreensão desse cenário.)
      Assista ao vídeo a seguir para saber sobre:
      Áreas de atuação do profissional de Sistemas de Informação 
      Assista ao vídeo a seguir para saber sobre:
      A carreira de um profissional de Sistemas de Informação
      Parabéns! Você Chegou ao final das aulas web da disciplina de Fundamentos da Administração da Informação. Um grande Abraço!
      Profª Denise Dias de Santana
      RERERÊNCIAS
      BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de informação: o uso consciente detecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006.
      LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Gerenciamento de sistemas de informação. Rio de Janeiro: LTC, 2001.
      O’BRIEN, James A. Sistemas de informação e das decisões gerenciais na era da Internet. São Paulo: Saraiva, 2004.
      O’BRIEN J., Sistemas de Informação. 2ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
      PERETTI, A. P., BRUNETTA N., WERNER I. A., Tecnologia e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
      PERINI, Luis Cláudio;  Fundamentos da Informação. Londrina: Unopar, 2008
      STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de sistemas de informação: uma abordagem gerencial. São Paulo: Thomson Learning, 2006.
      TURBAN E., RAINER R. K., POTTER R. E., Administração de Tecnologia da Informação. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

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